Perguntas e respostas do ADA: equipe do grug cria um app bom.

Three iPhone screenshots of the grug. app shown side by side against a white background. The left screen features a white background with a prompt inviting people to draw; the center screen shows a dark green background with a hand-drawn flowering plant and a mindfulness message about simple words; the right screen displays an iPhone home screen with grug. widgets in yellow and teal, featuring cheerful doodles of a sun and a sprouting plant alongside short motivational quotes.

O grug brincalhão compartilha sua sabedoria diária em grunhidos neolíticos e faz isso com estilo. Ler diariamente declarações do grug como "só o grug andando encontra descobertas... grug sentado não encontra nada" é uma alegria primordial. Mas o que realmente se destaca é o design rabiscado; uma pequena obra-prima de simplicidade inteligente que nunca se leva muito a sério. (Confira a barra de status desenhada à mão do app e suas notas de versão.) Adequado para um app da Idade da Pedra, não há tela de início de sessão nem sincronização na nuvem, nada supérfluo — só uma ideia simples de que desenvolvedor esperto faz coisa boa.

Conversamos com Jip van der Velde e Michel Elings, do estúdio Ocho, sediado nos Países Baixos — ambos deram respostas elaboradas — sobre como criaram seu próprio pequeno mundo.


grug

  • Nome da equipe: Ocho.
  • Disponível para: iPhone.
  • Tamanho da equipe: 2.
  • Sediado em: Países Baixos.
  • Categoria: Alegria e diversão.

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Como vocês se conheceram?

van der Velde: Começamos a trabalhar juntos em 2012, então, quando lançamos o Ocho em abril de 2025, já havia muita confiança e afinidade estética entre nós. Uma mensagem boba pode virar protótipo; uma piada pode virar direção de design. Como nos conhecemos tão bem, conseguimos avançar rápido, desafiar um ao outro com honestidade e manter o trabalho sempre leve e brincalhão. O app nasceu dessa amizade e sinergia: dois amigos próximos criando algo com cuidado, velocidade e surpresa.

grug tem um visual muito próprio. Conte para nós como foram seus primeiros conceitos de design.

van der Velde: Depois que encontramos a voz do grug, começamos rapidamente a explorar o estilo manuscrito. As primeiras versões usavam fontes manuscritas existentes, mas elas pareciam limpas e polidas demais. Quase como uma brincadeira, perguntamos: e se desenharmos tudo nós mesmos?

Neste caso, a brincadeira acabou virando a base técnica. Criamos uma tela de desenho de fontes diretamente dentro do grug e depois criamos um mecanismo de renderização capaz de usar esses desenhos como um sistema tipográfico personalizado. Sobre a tela de desenho, colocamos uma prévia da lição em tempo real. Dessa forma, cada vez que desenhávamos uma nova letra, podíamos ver imediatamente como ela mudava uma linha real de sabedoria do grug. Foi nesse momento que o app começou a parecer vivo.

O produto final ainda está muito próximo dessa ideia inicial. Aprimoramos a experiência por meio de testes, mas a essência não mudou. A imperfeição é intencional. O acabamento imperfeito prepara o terreno para o caráter do grug e para a ideia por trás do app: fazer com que algo útil pareça despretensioso o suficiente para começar.

Qual foi a decisão de design mais difícil que você precisou tomar?

Elings: Provavelmente, a dúvida era se deveríamos implementar o mecanismo de fonte manuscrita em todo o app ou apenas no texto de sabedoria diária. Implementá-lo em todo o app era muito mais difícil. Significava criar renderização, layout, animação, dimensionamento, ícones e estados de interação em cima dos nossos próprios dados de traço. Mas essa decisão acabou se tornando o que faz o grug parecer grug. Se tivéssemos aberto mão do mecanismo de fonte manuscrita logo no início, o grug provavelmente pareceria um app de frases com uma fonte bonitinha. Em vez disso, ele parece seu próprio mundinho.

Three iPhone screenshots of grug. displayed side by side, each with a different color theme — white, dark black, and mint green. The screens show hand-drawn illustrations paired with short, cave-person-style philosophical prompts, including a smiley-faced shopping bag and a sign reading "Life" on a post. A tab bar of small icons runs along the bottom of each screen, labeled with continuous dates like 5.6, 5.8, and 5.11.

Em que momento você sentiu que tudo finalmente fez sentido?

van der Velde: Quando vimos pela primeira vez uma lição de grug sendo escrita na tela com nossas próprias letras desenhadas à mão. Era só uma gravação de tela, mas parecia mágico — não como uma fonte surgindo suavemente, mas como tinta aparecendo no papel. De repente, parecia que o grug estava do outro lado da tela, escrevendo a lição para você.

O que mais surpreendeu você sobre como as pessoas realmente usavam grug?

Elings: A rapidez com que as pessoas começaram a responder na voz de grug. Isso nos mostrou que o personagem não era apenas decoração. O feedback mais significativo são pessoas nos dizendo que grug deixa a manhã um pouco mais leve. O app é despretensioso, mas esse efeito emocional diário é exatamente o que esperávamos.

Que conselho você daria a um desenvolvedor ou designer que está começando?

Elings: Tire do papel. Ao construir, você descobre ideias novas, ideias ruins, bloqueios técnicos, direções melhores e pessoas reais. Coloque algo no mundo, aprenda com o que acontece e siga em frente.

Construa com a plataforma, não contra ela. A Apple fornece aos desenvolvedores frameworks poderosos e um grande público, mas os melhores resultados vêm quando você entende os pontos fortes da plataforma e acrescenta seu próprio ponto de vista.

Além disso, mantenha a diversão. Se você gosta do processo, percebe mais detalhes e ousa mais nas ideias criativas. E as pessoas sentem esse cuidado no produto final.


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